Testei gerar capa com FLUX local. Um commit depois, voltei pro banco.

Foto de marymarkevich no Freepik
Tem uma sequência de três commits no repositório do site que, lida de trás pra frente, parece indecisão. Lida na ordem certa, é o custo normal de descobrir uma coisa na prática em vez de na teoria.
O primeiro: "capa de post vira foto de verdade, gerada com o post". A ideia era boa — em vez de capa genérica escolhida depois, a imagem nasce junto com o texto, no mesmo fluxo de publicação. Capa e post saem do mesmo lugar, com o mesmo contexto.
O segundo: "FLUX local no post novo, banco Magnific no acervo". Aqui eu já tinha dois mundos. Os posts antigos usavam imagens do meu banco tratado no Magnific. O post novo saía do FLUX rodando local. Parecia um meio-termo razoável: o acervo fica como está, o pipeline novo cuida do que vem daqui pra frente.
O terceiro, no dia seguinte: "capa: uma fonte só, o banco". Fim do experimento.
Por que o híbrido morreu tão rápido
Porque capa de post não vive sozinha. Ela vive na listagem do blog, uma do lado da outra. E duas fontes de imagem diferentes significam duas identidades visuais na mesma página — mesmo que cada capa, isolada, esteja boa. O esquema híbrido não era o melhor dos dois mundos; era os dois padrões brigando no mesmo grid.
Aí a conta ficou simples. Manter o FLUX como fonte única significava regerar ou aceitar inconsistência com todo o acervo antigo. Manter o banco como fonte única significava só continuar o que já funcionava. Escolhi a segunda.
O que eu não estou dizendo
Não estou dizendo que geração local de imagem não presta. Não gastei tempo suficiente ajustando prompt e estilo pra afirmar isso — é bem possível que com mais calibração o FLUX entregasse capas consistentes entre si. O problema não era a qualidade de uma imagem; era ter duas linhas de produção pro mesmo trabalho.
Também não estou dizendo que "gerar a capa junto com o post" foi ideia ruim. Essa parte fica. O que mudou foi de onde a imagem vem, não quando ela entra no fluxo.
A lição, se é que tem uma
Quando eu penso em automatizar uma etapa, a pergunta que eu fazia era "essa ferramenta entrega resultado bom?". A pergunta que eu deveria fazer é "essa ferramenta entrega resultado consistente com tudo que já existe?". São perguntas diferentes, e a segunda é a que decide se a automação sobrevive ao segundo dia.
O híbrido durou um commit. Podia ter durado semanas se eu tivesse insistido por orgulho da ideia. Reverter rápido é mais barato que defender a decisão errada — e o histórico do git fica aí como lembrete de que eu tentei, vi, e voltei.


