Por que decidi que o Eunoimóvel não seria um microSaaS
Enquanto o código do Eunoimóvel ganhava forma, uma decisão de negócio ficou clara: eu não estava construindo um microSaaS.
O que eu pensava no começo
A tentação natural, construindo uma plataforma pra imobiliária, é pensar em modelo de software: assinatura mensal, acesso a um painel, o cliente se vira sozinho depois de configurado. Fazia sentido no papel — escala, margem alta, sem trabalho recorrente meu.
Por que reconsiderei
O que uma imobiliária pequena/média precisa não é acesso a uma ferramenta — é alguém cuidando do site, do conteúdo, da geração de lead, de forma contínua. Deixar um painel na mão do cliente e esperar que ele mesmo mantenha atualizado, publique conteúdo, ajuste SEO, não reflete como esse tipo de negócio realmente opera no dia a dia. Virou serviço produtizado, não licença de software: eu continuo envolvido, mas com escopo e preço definidos com antecedência, não hora avulsa.
Isso também corrigiu minha faixa de preço. Pensando em SaaS, eu ia precificar baixo (é assinatura de ferramenta, o padrão do mercado é barato). Como serviço produtizado — que inclui manutenção, conteúdo e presença ativa, não só acesso — a faixa correta ficou entre R$197 e R$697 por mês, dependendo do escopo. Preço de ferramenta e preço de serviço contínuo não deveriam ser o mesmo número, e eu quase cometi esse erro por partir do modelo errado.
O ponto
Nenhuma linha de código muda quando você reclassifica o próprio negócio de "software" pra "serviço". O que muda é tudo em volta: preço, expectativa de relacionamento com o cliente, o que "sucesso" significa. Vale reconsiderar isso antes de escalar — trocar o modelo depois que já tem cliente pagando no modelo errado é bem mais caro do que corrigir na largada.
Curtiu? Isso é o tipo de coisa que eu também construo pra quem me chama.
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